Cartum taubateano: Tony Cartunista.

Além de expôr o ridículo humano, Tony retaratava em suas HQs a cena death/black metal local – e nacional. Sinceramente não houve outro cartunista a fazê-lo. Tony, em desenho próprio, é o da esquerda.

Além de expôr o ridículo humano, Tony retratava em suas HQs a cena death e black metal local – também relatava o comportamento de outras tribos urbanas concomitantes e suas interações. Sinceramente não houve outro cartunista a fazê-lo, não do modo que ele fez.  Tony, em desenho próprio, é o da esquerda.

Aqui em Taubaté ele acabou ficando conhecido como o Tony Cartunista. Conheci-o na Oficina de Quadrinhos, da Unitau, em 2003, oficina encabeçada (ui) pelo diáfano professor Marcelo Pires. Nossa afinidade se deu mais pelo gosto em comum pelo heavy metal, e suas vertentes, do que pelo gosto por quadrinhos em si. Ele gostava de Neil Gaiman, Todd McFarlane, Allan Moore, Frank Miller; seríssimos autores. Eu também, mas o fedor de orgia já estava nas minhas narinas e já havia me transformado.

Tony é um cara que desenha muito bem, talhado no estilo, no academicismo. Como nos víamos diariamente pra ouvirmos nossa brutal bagaceira, percebemos que nossas linhas corrosivas de raciocínio pareciam muito, e a visão de mundo era quase a mesma. Caiu-lhe a ficha: “Se o Plínio que é o Plínio, desenhando mal daquele jeito, se atreve a publicar quadrinhos com aquele conteúdo, porque eu não?”.

Produziu um tanto, imprimiu uma edição de um zine solo (cujo nome não lembro, mas tenho aqui em casa) e logo ficou conhecido na cena caipira local. Pouco depois, o outro Tony, que chamávamos Tony da Heroes, resolveu dar-nos uma bela chance e tornou-se nosso mecenas (poética atitude). Ele tinha uma loja de quadrinhos chamada Heroes, e queria, de modo idealista e romântico, promover o submundo taubateano, que ele via certo potencial. Criamos então o Cannibal Cartum, um zine com os quadrinhos do Tony e os meus, prefaciados sempre pelo Tony da Heroes. O nome vinha da banda de death metal chamada Cannibal Corpse, o nosso eterno hit de verão; o som que embalava!

Fizemos oito edições e nada mais. Doravante, Tony resolveu focar-se na busca de um emprego e de ir morar sozinho, uma jornada que lhe tirou o clima para continuar produzindo quadrinhos.

Dias atrás, sua namorada, Danielle Felicio, resolveu escanear diversos quadrinhos de seu namorado e publicá-los no Facebook. Atitude pra lá de bacana! Acho, então, que é o momento de vocês conhecerem melhor a obra deste taubateano que fez quadrinhos com muito mais estilo que qualquer outro por aqui, focalizando a cena musical do subsolo (e de outros seres tão ridículos quanto) como ninguém.

Amanhã eu publico. Este post está abarratodo demais!

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Sobre Plínio Leo Sene

Cartunista amador da cidade de Taubaté. Também faz outras coisas!
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Uma resposta para Cartum taubateano: Tony Cartunista.

  1. Oloco Plínio, valeu pelo espaço, atenção e consideração!!! É realmente gratificante ver que você se dispôs a estragar seu blog falando de um lixo como eu, hahahahahahhahaha

    E realmente, se não fosse essa idéia do zine, a gente ainda seria…. bom…. então….. FIM.

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